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quinta-feira, 2 de maio de 2019

★ Hospital americano usa drone para transportar órgão para transplante

Foi a primeira vez que dispositivo foi usado em atividade do tipo. Pesquisadores da Universidade de Maryland criaram drone especial.

Pela primeira vez, um drone foi usado para o transporte de órgãos para transplante. O feito aconteceu em Baltimore, nos EUA, e levou um rim para uma mulher que aguardava o transplante há oito anos.  O voo inicial foi curto- uma distância de apenas 5 km- mas tem importância significativa para uma possível melhora no tempo de transporte para transplantes, que precisam de rapidez por causa da delicadeza do procedimento.  A equipe liderada pelo médico Joseph Scalea, da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, já havia testado drones para transportar amostras de sangue e outros materiais. Para Scalea foi um grande passo.  "Este foi um processo complexo. Tivemos sucesso por causa da dedicação de todas as pessoas envolvidas durante um longo período", disse em comunicado da universidade.  Scalea diz ainda que a logística de transporte é muitas vezes a parte mais complicada do processo de transplante de órgãos, já que envolve muitas vezes vôos fretados caros ou depende dos horários de vôos comerciais.


Qualquer atraso no percurso pode inviabilizar um transplante.  Para o projeto, os pesquisadores desenvolveram seu próprio drone e também uma tecnologia de monitoramento do órgão. Os parâmetros do dispositivo eram enviados diretamente para o celular da equipe de transplante, a fim de entender melhor a localização e o status do órgão.  Além disso, a estrutura precisava estar dentro das normas estabelecidas pela Administração Federal de Aviação dos EUA, que regula os voos de drones no país.  Segundo a Universidade de Maryland, a paciente Trina Glispy, de 44 anos, recebeu alta e passa bem depois do transplante.  “Essa coisa toda é incrível. Anos atrás, isso não era algo em que você pensaria ”, disse Glipsy, que estava em diálise desde 2011.


terça-feira, 23 de abril de 2019

★ Microempreendedores apostam em aplicativos para crescer: 76% usam WhatsApp em SP

Professor da FEA-USP diz que tecnologia facilita relação com clientes e gestão administrativa. Relatório Ebit e Nilsen aponta que faturamento do comércio eletrônico cresceu 12% em 2018.

Eletricista por formação, Vagner Oliveira dos Santos trabalhava em uma empresa na capital paulista com carteira assinada e benefícios, quando conheceu um aplicativo que coloca em contato quem precisa de um serviço e quem sabe realizá-lo.  Após um período de experiência fazendo reparos em imóveis aos finais de semana e horários de folga, Santos decidiu trabalhar exclusivamente como “marido de aluguel”. Agora, o eletricista estima faturar o dobro do salário que recebia.  “Eu faço de tudo: serviços de hidráulica, elétrica, montagem de móveis. Mas, o que mais faço pelo aplicativo são serviços rápidos, que são possíveis de ser revolvidos em um dia. Hoje, só trabalho com o aplicativo. É muito mais viável e o retorno é maior”, diz.  

Assim como Santos, cada vez mais pequenos e micro empreendedores paulistas têm a tecnologia como aliada aos negócios. Pesquisa realizada pelo Sebrae no ano passado aponta, por exemplo, que 76% deles usam o WhatsApp para se comunicar com os clientes.  “O contato é muito mais rápido e prático. O aplicativo é importante, mas ter uma máquina de cartão também ajuda muito, porque nem todo cliente tem dinheiro em mãos ou consegue sacar. A gente precisa acompanhar a evolução em todos os sentidos”, afirma.



No aplicativo usado pelo eletricista, o cliente descreve qual a necessidade, de acordo com o tipo de serviço, que varia de reformas para casa a consertos em geral, assistência técnica de eletrônicos, edição de fotos, consultoria jurídica e até aulas de dança ou idiomas.  Depois, o usuário precisa informar o endereço e um número telefone. Em poucos minutos os prestadores de serviço mais próximos são acionados e entram em contato, apresentando os orçamentos. É possível refazer a busca quantas vezes quiser.  “Quando estou na casa da minha namorada em Ribeirão Preto, habilito esse endereço. Então, o aplicativo começa a buscar serviços em um raio de 15 quilômetros. Em São Paulo, coloco o endereço da casa da minha mãe. Nunca fico parado, sempre tem trabalho”, diz. 




O mesmo levantamento do Sebrae aponta que 87% de micro e pequenas empresas têm acesso à internet. Além disso, WhatsApp e Facebook são as ferramentas mais usadas por elas, não só para divulgar serviços, mas também para estreitar a relação com clientes.


Foi assim que a confeiteira Isabela Lepera conseguiu aumentar a venda de cupcakes em 37% no último ano. Advogada por formação, Isa conta que sempre gostou de fazer doces para familiares e amigos, mas a dedicação exclusiva ao negócio ocorreu há dois anos.  “Eu fazia cupcakes para vender, mas como hobby. Trabalhei em escritório de advocacia em Franca e em Ribeirão, sempre conciliando com os cupcakes. Em 2016, percebi que eles faziam mais parte da minha vida. Hoje, os doces são a minha principal fonte de renda”, afirma.  Ao mesmo tempo em que os cupcakes, biscoitos, donuts e brownies ganhavam popularidade, o negócio de Isa também crescia. Consequentemente, o tempo na cozinha aumentou e a confeiteira passou a utilizar a tecnologia para facilitar o contato com os clientes. 



Em vez de atender ligações ou usar o próprio perfil nas redes sociais para receber pedidos, Isa passou a usar o WhatsApp Business. A ferramenta oferece mais recursos em comparação ao aplicativo comum, usado pela maioria das pessoas.
Professor da Faculdade de Economia, Administração de Empresas e Contabilidade em Ribeirão Preto (FEA-USP), Ildeberto Rodello destaca que o crescimento do comércio elétrico e do uso da tecnologia pelas empresas é um caminho sem volta.  O relatório Webshoppers 2019, realizado pela Ebit e Nilesen, comprova a afirmação: apesar de o ano passado ter sido turbulento devido às eleições, alta do dólar e greve dos caminhoneiros, o comércio eletrônico faturou R$ 53,2 bilhões, 12% a mais do que em 2017.

Ainda segundo o Webshoppers 2019, 58 milhões de brasileiros fizeram ao menos uma compra online no ano passado. Também pudera, sete em cada 10 consumidores já possuem um smartphone, segundo o levantamento. No ano retrasado, o índice era de 63%.  Especialista em tecnologia e sistemas de informação aplicados a negócios, Rodello afirma que o uso de ferramentas gratuitas entre microempreendedores pode facilitar não só a captação e o contato com os clientes, mas, principalmente, a gestão administrativa.  “Organizar melhor o dia a dia de trabalho, a parte financeira, a emissão de notas, os relatórios de entradas e saídas, o controle de estoque. Entre as grandes empresas, isso é quase que obrigatório, até por questões legais”, destaca.

E foi justamente pensando na praticidade da gestão do negócio, que o barbeiro Thiago Pajola aposentou a agenda de papel e contratou uma plataforma online que possibilita ao cliente escolher os serviços e marcar o próprio horário, conforme a disponibilidade no calendário.  “Praticamente ocupa o lugar de um profissional, uma secretária. Eu teria que contratar uma secretária, com todos os encargos, e a plataforma vai custar no ano entre R$ 500 e R$ 700. A ferramenta também evita equívocos no agendamento dos clientes”, explica.  Assim como a maioria dos empreendedores, Pajola também mantém perfis da barbearia nas redes sociais para captar clientes, aumentar o engajamento e divulgar serviços. As facilidades da tecnologia levaram o barbeiro a buscar uma plataforma online ainda mais avançada.  “Eu tenho todo o procedimento de agendamento, além do controle de produtos, entrada e saída, custo, contas particulares e fixas. Nas datas comemorativas, o sistema envia mensagem automática para os clientes, avisa sobre o próximo corte de cabelo. Enfim, a tecnologia se tornou indispensável”, finaliza.

Fonte: G1

domingo, 21 de abril de 2019

★ Aplicativo de doações digitais combate pobreza nas ruas de Londres



Aplicativo que será lançado na capital britânica em setembro usa código QR entregue previamente por organizações beneficentes, hotéis ou entidades associadas ao projeto.

Os moradores de rua de Londres já não recebem esmolas dos pedestres. "Não tenho trocado", ouvem. E, embora soe como uma desculpa, é realmente o reflexo de uma sociedade na qual quase ninguém mais anda com dinheiro no bolso.  Mas, e se a tecnologia permitisse que este coletivo pudesse continuar recebendo doações sem que os transeuntes precisem ter dinheiro na mão?  Agora, isso é possível com um smartphone e um código QR, graças à espanhola Irene López e sua equipe, que desenvolveram o "Giving Streets", um aplicativo que será lançado na capital britânica em setembro.


"O futuro do dinheiro é virtual", disse López em entrevista à Agência Efe, "e nós não podíamos olhar para outro lado enquanto havia pessoas que estavam sendo excluídas de uma realidade na qual é cada vez mais difícil ser espontâneo na hora de dar donativos".  Diante deste cenário e a fim de fomentar uma sociedade sem dinheiro mais inclusiva, o projeto "Giving Streets" surgiu há dois anos, quando esta socióloga industrial e seus companheiros se deram conta de que este era um "problema global" que ficava mais evidente em países como o Reino Unido, o terceiro do mundo com menos dinheiro em espécie.  Para López e sua equipe, a solução para esta exclusão social estava na tecnologia, nos aplicativos e, especificamente, nos códigos QR (Quick Response - Resposta Rápida), que são códigos de barras bidimensionais que, ao serem escaneados, dão acesso imediato a seu conteúdo.  "Optarmos por este formato ao invés de pagamentos 'contactless' transforma a iniciativa em um projeto muito mais sustentável, flexível e barato, pois não dependemos de nenhum terminal com hardware que precisa de conexão com a internet e que consome energia", explicou López.  


O "Giving Streets" começa com uma fórmula que é muito simples: abrir a câmera do celular, escanear - fotografar - o código QR que te leva a um site e, por último, doar a quantia que quiser após fazer um cadastro ou de forma anônima.  Desta forma, é efetuada uma transação virtual que só precisa de dois elementos: um telefone celular nas mãos do doador e um cartão de papel pessoal e intransferível com tal código QR entregue previamente ao beneficiado por uma das organizações beneficentes, hotéis ou entidades associadas ao projeto.  Neste sentido, López destacou a importância destes intermediários, que atuam como canais de distribuição e que se encarregam de cadastrar e identificar os moradores de rua que vivem de esmolas, para garantir ao usuário um processo transparente e confiável."O cartão com o código QR do receptor atua como uma carteira digital na qual o dinheiro doado vai sendo acumulado e essa quantia virtual pode ser trocada depois, por exemplo, por comida em um supermercado ou por uma noite em um hotel", detalhou López sobre o procedimento do "Giving Streets", que, em nenhum caso, inclui dinheiro vivo.  


Deste modo, elimina-se ao mesmo tempo a barreira digital de acesso a novas tecnologias que existe para os sem-teto, pois estes não têm a obrigação de dispor de um celular para receber uma doação, simplesmente devem ter à sua disposição um cartão de papel.Neste ponto, a espanhola também ressaltou a possibilidade de fazer microdoações "para que os cidadãos com menos recursos ou as pessoas jovens possam transferir cotas pequenas se assim desejarem".   Além da doação instantânea, o "Giving Streets" também oferece ao usuário um painel de acompanhamento do dinheiro transferido.  "O indivíduo que doa sabe onde vai investir sua ajuda porque recebe uma notificação de onde a esmola foi gasta, um aspecto que gera uma resposta positiva esplêndida e faz o usuário se sentir à vontade doando porque tem informações do destino da sua doação", comentou López, acrescentando que existem controles que proíbem gastar em álcool, entre outros produtos.  Esta solução moderna só conta com dois inconvenientes, segundo a espanhola, que são a adoção e o financiamento.  


A primeira é questão de tempo e, para a segunda, López e sua equipe vão levar o "Giving Streets" na primeira semana de maio a Amsterdã, na Holanda, onde acontecerá a final do concurso "The Chivas Venture", à qual chegaram após vencerem em dezembro do ano passado o prêmio de empreendedores do ano na Inglaterra.  López é especialmente positiva quanto ao "Voto do Público", pois espera que várias pessoas visitem o "Giving Streets" para apoiar sua iniciativa antes de 30 de abril e ganhar assim os US$ 100 mil desta categoria.  Esta recompensa econômica seria usada no futuro para transformar os cartões de código QR em cadernetas de poupança e ajudar as pessoas sem-teto a pagar um aluguel graças às doações voluntárias.

★ China estuda endurecer regras de experimentos genéticos em humanos e embriões


Mais de 100 cientistas disseram que o uso da tecnologia CRISPR-Cas9 é arriscado, injustificado e fere a reputação e o desenvolvimento da comunidade biomédica chinesa.


Autoridades e cientistas chineses criticaram nesta terça-feira (27) as alegações de um geneticista que disse ter criado os primeiros bebês editados geneticamente, e um hospital ligado à sua pesquisa sugeriu que a aprovação ética do trabalho foi forjada.
Mais de 100 cientistas disseram em carta aberta que o uso da tecnologia CRISPR-Cas9 para editar os genes de embriões humanos, é arriscado, injustificado e fere a reputação e o desenvolvimento da comunidade biomédica chinesa.  Em vídeos publicados na internet, o cientista He Jiankui defendeu o que disse ter alcançado: a edição genética embrionária para ajudar a proteger gêmeas nascidas no início deste mês do vírus HIV, que causa a Aids.  "A caixa de Pandora foi aberta. Ainda podemos ter um vislumbre de esperança de fechá-la antes que seja tarde demais", disseram os cientistas na carta, que foi publicada no site de notícias chinês The Paper.  "A revisão ética biomédica para esta chamada pesquisa só existe no nome. Realizar experimentos direto em humanos só pode ser descrito como loucura", disseram os cerca de 120 cientistas na carta escrita em chinês. 
Yang Zhengang, professor da Universidade Fudan, disse à Reuters que assinou a carta porque a edição genética é "muito perigosa".  A Sociedade de Genética da China e a Sociedade Chinesa para a Pesquisa com Células-Tronco disseram em um comunicado que He agiu como "indivíduo" e que seu trabalho representou "riscos de segurança tremendos para os alvos da pesquisa".  "Acreditamos que a pesquisa realizada por He vai fortemente contra tanto os regulamentos chineses quanto o consenso obtido pela comunidade científica internacional", disseram os dois grupos em comunicado publicado na internet. 
A CRISPR-Cas9 é uma tecnologia que permite que cientistas copiem e colem partes do DNA, aumentando a esperança de desenvolvimento de curas genéticas para doenças --mas também causando preocupações em relação a segurança e ética.  He, que deve participar de uma cúpula sobre edição genética humana na Universidade de Hong Kong na quarta-feira, não respondeu a um pedido de comentário da Reuters.  O Hospital Harmonicare de Shenzhen, que é listado em um registro chinês de testes clínicos como tendo fornecido aprovação ética para o experimento de He, negou ter participado de qualquer operação clínica ligada a "bebês editados geneticamente".

Fonte: G1

★ Cientistas imprimem o primeiro coração em 3D usando células do próprio paciente


Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tel Aviv revelou ter criado um coração feito com tecido do próprio humano que precisa receber o transplante  


Na segunda-feira, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tel Aviv revelou um coração feito das células e do material biológico do próprio paciente, que foi construído a partir de uma impressora 3D. O avanço foi publicado na revista Advanced Science, e conseguiu produzir um coração inteiro, com células, vasos sanguíneos, ventrículos e câmaras – uma melhoria significativa em relação às tentativas anteriores que apenas imprimiam tecidos simples sem vasos.  “Esta é a primeira vez que alguém em qualquer lugar conseguiu projetar e imprimir um coração inteiro repleto de células, vasos sanguíneos, ventrículos e câmaras”, disse o professor Tal Dvir, que comandou a equipe. “As pessoas conseguiram imprimir em 3D a estrutura de um coração no passado, mas não com células ou vasos sanguíneos”.   

O processo de criação do coração começou com uma biópsia e retirada de tecido adiposo do paciente. O material celular dos tecidos foi usado como “tinta” para o trabalho de impressão e isso permitiu aos pesquisadores criar modelos complexos de tecidos, incluindo adesivos cardíacos e o coração inteiro. Deve-se notar que o coração não é muito grande – é apenas do tamanho do coração de um coelho. Entretanto, a tecnologia que o tornou possível poderia eventualmente levar à produção de um órgão de tamanho humano.


O próximo passo, segundo a equipe, é ensinar os corações a operar em humanos, mas primeiro, eles irão transplantá-los em animais e posteriormente em pessoas. A esperança é que dentro de “10 anos, haverá impressores de órgãos nos melhores hospitais do mundo, e esses procedimentos serão conduzidos rotineiramente”, disse Dvir. Essa seria uma boa solução para diminuir as filas por transplantes, que hoje podem demorar anos de espera.

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