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quinta-feira, 2 de maio de 2019

★ Amamentação reduz em 25% o risco de obesidade, diz OMS


De acordo com um novo estudo, o aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses de vida é essencial para reduzir a probabilidade de obesidade infantil

Crianças que nunca foram amamentadas tinham uma probabilidade 22% maior de serem obesas. Para as crianças que mamaram por menos de seis meses, o risco caiu para 12%, mas ainda existiu. (George Doyle/Thinkstock/VEJA/VEJA)

Não é novidade que a amamentação é extremamente importante para o desenvolvimento do bebê e para o vínculo entre mãe e filho. Agora, um novo estudo conduzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que o aleitamento materno protege contra a obesidade infantil. Principalmente quando esta é a forma exclusiva de alimentação do bebê nos primeiros seis meses de vida.  De acordo com o estudo, crianças que nunca foram amamentadas tinham uma probabilidade 22% maior de serem obesas. Para as crianças que mamaram por menos de seis meses, o risco caiu para 12%, mas ainda existiu. Por outro lado, aquelas que foram exclusivamente alimentadas pelo leite materno no primeiro semestre de vida corriam um risco 25% menor de obesidade.  “Precisamos de mais medidas para incentivar o aleitamento materno, como a licença maternidade remunerada. Precisamos de um marketing menos inapropriado de fórmulas [leite em pó para bebês], que podem levar algumas mães a acreditarem que elas são tão boas para os bebês quanto o leite materno”, disse João Breda, do Escritório Europeu de Prevenção e Controle de Doenças Não Transmissíveis da OMS, ao The Guardian.
Os dados são provenientes da análise de 30.000 crianças monitoradas como parte da iniciativa Vigilância da Obesidade Infantil (Cosi, na sigla em inglês) da OMS. Lançada em 2007, a iniciativa é continuamente atualizada e, atualmente, recebe dados provenientes de 40 países, de crianças com idade entre 6 e 9 anos.

O estudo, apresentado durante o Congresso Europeu de Obesidade, realizado em Glasgow, no Reino Unido, mostrou que 16,8% das crianças que nunca tinham sido amamentadas eram obesas, em comparação com 13,2% das crianças que mamaram por algum tempo e 9,3% daquelas que foram amamentadas por, no mínimo, seis meses.  Algumas das razões apontadas pelo estudo publicado no periódico científico Obesity Facts, são: o aleitamento materno exclusivo retarda a introdução de alimentos sólidos; as fórmulas infantis (leite em pó exclusivo para bebês) aumentam o nível de insulina no sangue dos bebês – em comparação com o leite materno -, o que pode estimular o acúmulo de gordura; e mães que amamentam têm um estilo de vida mais saudável.  Independente das razões, os pesquisadores afirmam que as mulheres devem saber que a amamentação é uma forma de proteger o bebê contra a obesidade. “Amamentar tem um efeito extremamente positivo. A evidência existe. O benefício é excelente e deveríamos dizer isso às pessoas.”, afirma Breda.

Fonte: VEJA


segunda-feira, 29 de abril de 2019

★ Musculação pode ajudar na redução da gordura no fígado


Testes realizados em camundongos mostram que a redução de gordura no fígado pode chegar a 30% em 15 dias. O acúmulo de gordura no fígado pode causar doença hepática gordurosa não alcoólica, cirrose e tumores malignos.


Praticar treinos moderados de força durante 15 dias pode diminuir o acúmulo de gordura no fígado, afirma estudo publicado recentemente no periódico científico Journal of Endocrinology. A pesquisa, realizada em camundongos, revelou que mesmo para indivíduos obesos a redução de gordura no fígado pode chegar a 30%. A atividade ainda melhora o controle da glicose já que mantém glicemia em jejum em valores normais. 

“Todo mundo tem um pouco de gordura no fígado. Mas quando há um acúmulo e ele não é tratado, o quadro pode evoluir para uma inflamação, a esteato-hepatite. Se continuar não tratando, pode até se desenvolver para uma cirrose e, em casos mais extremos, carcinomas (tumores malignos)”, explicou Leandro Pereira de Moura, coordenador da pesquisa, à BBC News Brasil. 
A descoberta envolveu pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas e da Universidade de São Paulo (USP) em parceira com a Universidade de Harvard e Faculdade de Farmácia e Ciências da Saúde de Massachusetts, ambas nos Estados Unidos. 

O estudo

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores dividiram os camundongos em três grupos: o de controle, que recebeu uma ração padrão e não realizou exercícios; um grupo de dieta hiperlipídica (35% de gordura) que também não se exercitou; e o último grupo foi submetido a dieta hiperlipídica, seguida por uma rotina de exercícios de força durante 15 dias, após terem se tornado obesos e diabéticos.
Ao final do acompanhamento, os animais que tinham que praticar exercícios permaneciam obesos, mas apresentaram redução de 25% a 30% na gordura do fígado e mostraram valores normais de glicemia em jejum (indicador de não diabetes). Já os camundongos sedentários continuaram diabéticos.
Segundo a equipe, esses resultados estão associados à atuação de certas proteínas presentes no corpo. “Está sendo bastante investigado o papel das chamadas ‘exercinas’, proteínas liberadas para o sangue durante o exercício físico. Quando liberadas para o organismo, elas atuam em diferentes órgãos: cérebro, fígado, pulmão…”, comentou Moura, à BBC News Brasil, que fez pós-doutorado pela Unicamp em parceria com a Escola de Saúde Pública de Harvard.  Trabalhos anteriores já haviam comprovado que a prática de exercícios aeróbicos – modalidade diferente da musculação – ajudam na eliminação de gordura em todo o organismo.

Com os novos achados, os cientistas pretendem realizar testes em humanos para compreender melhor os mecanismos envolvidos nos benefícios do exercício muscular no organismo. 

Obesidade e diabetes

Além da gordura aparente, o nosso organismo pode acumulá-la em outras partes do corpo, inclusive nos órgãos. Um dos que mais sofre com a presença anormal de gordura é o fígado – que também é afetado pelo consumo excessivo de álcool e alimentos pesados. Se a quantidade de gordura armazenada no órgão não for reduzida, o indivíduo pode desenvolver quadros mais graves, como doença hepática gordurosa não alcoólica, cirrose e tumores malignos. 

O fígado ainda pode sofrer com a obesidade e o diabetes tipo 2 – geralmente causada pela obesidade e pelo sedentarismo. Aliás, essas condições representam alguns dos riscos de saúde mais graves e crescentes da população global.  Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2016, 13% dos adultos estavam obesos e 8,5% tinham diabetes (tipo 1 e tipo 2) em 2014. A relação entre a duas doenças é mais preocupante do que muitas pessoas imaginam: estudos apontam que pessoas obesas estão 80 vezes mais propensas a desenvolver a diabetes tipo 2. Já a obesidade é responsável por 80% a 85% do risco de desenvolver a diabetes, de acordo com o canal especializado Diabetes.co.uk.

Fonte: Veja


★ Piscina de bolinhas contém bactérias perigosas à saúde das crianças


Entre as bactérias encontradas pelos pesquisadores está a Enterococcus faecalis que pode provocar meningite e septicemia (infecção generalizada). (Sheng Li/Reuters/VEJA)

Que criança não gosta de pular em uma piscina de bolinhas? No entanto, este brinquedo divertido – e aparentemente inofensivo – pode trazer riscos de saúde para os pequenos. Estudo publicado recentemente no periódico científico American Journal of Infection Control indica que as piscinas de bolinhas estão cheias de micróbios capazes de causar doenças. Entre as bactérias encontradas pelos pesquisadores está a Enterococcus faecalis que pode provocar meningite e septicemia (infecção generalizada). 

“A colonização bacteriana encontrada foi altíssima, chega a atingir milhares de organismos por bola, o que indica um aumento do potencial de transmissão e maior possibilidade de infecção”, disse Mary Ellen Oesterle, principal autora do estudo. Os dados são preocupantes já que este tipo de brinquedos não costuma ser higienizado com frequência.  Isso significa que há maior probabilidade de reprodução ao ponto de atingirem um número capaz de representar risco de contaminação para as crianças. Por causa desses achados, a recomendação é que todos os estabelecimentos com piscinas de bolinha revejam os padrões de limpeza para evitar os riscos de contaminação. 

Perigo

Os pesquisadores da University of North Georgia, nos Estados Unidos, analisaram seis diferentes piscinas de bolinhas utilizadas no tratamento de crianças com deficiências sensoriais ou motoras. De cada piscina foram coletadas de 9 a 15 bolas localizadas em diferentes profundidades do brinquedo.

Fonte: Veja

quarta-feira, 24 de abril de 2019

★ Chega de depressão: sete atitudes que ajudam no tratamento


A depressão está longe de ser uma simples tristeza - é uma doença séria que precisa ser tratada.

"Ela ocorre por causa de uma tendência hereditária e algumas substâncias cerebrais em desarranjo, principalmente a serotonina e a noradrenalina", afirma a neurologista Thais Rodrigues, de São Paulo, especialista do Minha Vida. Sentir uma tristeza muito profunda, que não passa, é motivo suficiente para procurar um profissional de saúde mental, que poderá receitar medicação e terapia. Além do tratamento, quem sofre desse mal também pode tomar atitudes que melhoram o quadro da doença. Confira a seguir.


Pratique Exercícios Físicos
A saúde da mente começa pelo corpo. "O exercício físico libera endorfinas e aumenta os níveis de serotonina e dopamina, potencializando o efeito antidepressivo do tratamento", explica a neurologista Thais. Além disso, o organismo só funciona adequadamente se estiver com o equilíbrio de fatores físicos, psíquicos e sociais. "Quando algum desses fatores é prejudicado ou beneficiado, os demais sofrem as consequências", diz a psicóloga e terapeuta comportamental Denise Diniz, coordenadora do Setor de Estresse e Qualidade de Vida da Unifesp. Dessa forma, se o paciente com depressão consegue ânimo para se exercitar, também conseguirá melhorar questões psíquicas, tais como a depressão.

Mantenha a agenda em dia
Uma das principais manifestações da depressão é a falta de iniciativa e de vontade para realizar até mesmo tarefas cotidianas, como levantar-se da cama. "Fazer uma agenda e programar o dia ajuda a dar motivação e compensar essa defasagem", afirma Adriana de Araujo, psicóloga e autora do livro "O Segredo Para Vencer a Depressão" (Editora Universo).  No entanto, todo cuidado é pouco na hora de estabelecer as atividades do dia. Adriana conta que fica difícil para o paciente com depressão seguir a mesma rotina de antes da doença. A agenda deve ser realista, de acordo com a capacidade dessa pessoa. "Se os desafios estabelecidos não são cumpridos, a sensação de fracasso aumenta, piorando o quadro da doença", alerta.

Alimente-se bem
Comer demais ou simplesmente não comer é clássico de quem sofre de depressão. Mas manter a alimentação saudável é um passo importante para a recuperação. Thais Rodrigues explica que jejuns prolongados demais ou exageros alimentares modificam a química do corpo, em especial entre aqueles que abusam de carboidratos simples, como doces, em busca de conforto. "Isso provoca variações bruscas nos níveis de glicemia, insulina e serotonina", diz a neurologista. O indicado pela especialista é comer a cada três ou quatro horas, preferindo carboidratos integrais e alimentos com triptofano, um aminoácido que ajuda na produção de serotonina. Exemplos desses alimentos são: leite, carnes magras, banana e nozes.

Fuja do álcool
Embora a sensação inicial causada pelo álcool seja de relaxamento e euforia, o sentimento dura pouco. "Depois que esse efeito passar, a pessoa precisará consumir mais álcool, existindo o perigo do abuso e até do vício", alerta a neurologista Thais.

Volte a ver a beleza nas pequenas coisas
"Quando você resgata uma coisa menor, torna mais fácil aproveitar coisas maiores", aconselha a psicóloga Adriana de Araújo. Volte a observar as coisas simples do dia a dia, ou seja, tente admirar uma flor, o gosto de uma comida, apreciar uma caminhada de 10 minutos, olhar o pôr-do-sol, entre outras distrações. ?A depressão tira a atenção das coisas belas e prazerosas da vida, então você tem que reaprender a focar no que não consegue ver por causa da doença?, afirma a profissional.

Ocupe-se com atividades divertidas
A partir do momento que as pequenas belezas da vida estiverem mais evidentes, fica mais fácil recomeçar a encarar atividades que um dia já foram divertidas. Se isso não parece animador, então procure novas diversões. Busque novidades, aprenda coisas novas e prazerosas, viaje, fuja das notícias ruins e das pessoas negativas. "Evitar a exposição, na medida do possível, a informações negativas e aumentar as positivas ajuda muito", aconselha a neurologista Thais Rodrigues.

Reconquiste uma boa noite de sono
Pessoas com depressão, geralmente, dormem demais ou não conseguem pegar no sono. Segundo a neurologista Thais Rodrigues, isso ocorre devido a alterações nos níveis de serotonina e noradrenalina, hormônios que regulam o sono. "O problema é que o sono é essencial para o cérebro regular novamente esses hormônios e amenizar os efeitos da depressão", afirma. Se o problema for falta de sono, a psicóloga Denise indica exercícios de respiração, que relaxam e facilitam o adormecer. Se dormir demais for o problema, a psicóloga Adriana recomenda pedir a alguém próximo que o desperte quando achar que você está passando da conta.

Fonte: Site Minha Vida


terça-feira, 23 de abril de 2019

★ Você sabia que o narguilé é mais prejudicial que o cigarro?


Dependendo do tempo da sessão, o ato pode equivaler a fumar mais de 100 cigarros. O narguilé faz mal e pode causar dependência por conter nicotina

Dependendo do tempo da sessão, o ato pode equivaler a fumar mais de 100 cigarros. O narguilé faz mal e pode causar dependência por conter nicotina  De origem oriental e com difusão mais recente pelo mundo ocidental, o narguilé chegou ao Brasil como recreação e logo caiu no gosto dos jovens, principalmente por conta das essências. O que as pessoas não percebem é que o produto fumado no aparelho tem como base o tabaco que, quando carburado, é tão prejudicial à saúde como o cigarro convencional. 

Diferenças entre o narguilé e o cigarro

"Como qualquer produto do tabaco que é fumado, o narguilé vai produzir na sua combustão todas as 4.700 substâncias tóxicas já conhecidas do cigarro e que sabemos que causam doenças crônicas e cânceres", alerta a doutora Liz Almeida, do Instituto Nacional do Câncer (INCA). "Muitos utilizam a desculpa de que em produtos assim, como também é o caso do charuto e do cachimbo, a fumaça não é tragada, pois a ideia é apenas sentir o sabor do produto. Na prática não é o que acontece com o narguilé e, mesmo que fosse, devemos lembrar que apenas a fumaça na boca é suficiente para gerar um câncer na cavidade oral".
O tabaco utilizado no narguilé, mesmo com toda a essência de sabor, é ingerido em maior quantidade pelo organismo. "Um dos maiores problemas do narguilé é a longa exposição ao tabaco. Dependendo do tamanho do aparelho e da durabilidade da sessão, o ato pode equivaler a fumar mais de 100 cigarros. E as pessoas devem lembrar que o produto tem nicotina, uma substância que causa dependência muito rapidamente. Logo o corpo vai pedir por mais, e passar do narguilé para outros produtos do tabaco, como o cigarro, é um pulo", aponta a doutora Liz Almeida.   

O que o uso do narguilé causa?

Estudos associam o uso de narguilé ao desenvolvimento de câncer de pulmão, doenças respiratórias, doença periodontal (da gengiva) e com o baixo peso ao nascer, além de expor seus usuários a concentrações de nicotina que causam dependência. Em longo prazo, seu consumo pode causar câncer de pulmão, boca e bexiga, aterosclerose e doença coronariana.  Os riscos do uso do narguilé não estão somente relacionados ao tabaco mas também a doenças infectocontagiosas. Compartilhar o bocal entre os usuários pode resultar na transmissão de doenças como herpes, hepatite C e tuberculose.

Modismo

A moda se espalhou rapidamente pelo Brasil e os aditivos de sabor mascararam o perigo por trás do hábito. "O narguilé era um processo muito cultural dos turcos, libaneses. Algo que só era utilizado nos fins de semana. Os imigrantes dessa cultura trouxeram o narguilé para o Brasil e a moda pegou por aqui após uma novela que fez muito sucesso. Ao mesmo tempo, houve uma onda de reincorporação do uso dos narguilés por jovens nos bares. Isso gerou um boom na produção dos produtos e essa maior oferta disseminou mais facilmente o uso. Alguns pais e os próprios jovens sentem aquele cheiro adocicado e acham que não faz mal, imaginando que não há tabaco ali dentro", explica a doutora Liz.




Porta de entrada para o vício


O aumento no número de usuários de narguilé no país, principalmente entre os mais jovens, preocupa. Principalmente porque o aparelho serve de porta de entrada para um vício que pode durar a vida inteira e causar sérios problemas de saúde. "Por volta de 2007, as primeiras pesquisas já indicavam que vários jovens estavam usando outros produtos de tabaco que não o cigarro. E o produto mais frequentemente usado era, disparado, o narguilé", lembra a médica.  "Em 2008, na Pesquisa Especial de Tabagismo (PETab), do IBGE, notamos que o percentual não era alto, representando pouco mais de 250 mil pessoas usando o narguilé. Mas na repetição da pesquisa, em 2013, um dado chamou atenção: pegando apenas a faixa entre 18 e 24 anos, tínhamos 63,3% de pessoas que afirmavam usar o produto. Já na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada em 2015, entre jovens de 13 a 17 anos foi registrado que 7,3% deles faziam uso de um produto do tabaco que não o cigarro. Isso equivalia a 940.549 meninos e meninas. Desses produtos, o narguilé estava na preferência de 57,7% dos adolescentes. Ou seja, quando se atrela isso ao modismo, à onda da garotada, começamos a ter uma disseminação cultural de um produto que faz tão mal quanto o cigarro", finaliza a doutora Liz Almeida.

Fonte: Saúde Brasil Portal

domingo, 21 de abril de 2019

★ Cinco técnicas que podem ajudar a aprimorar sua memória


A maioria de nós gostaria de ter uma memória melhor. Se ao menos não chegássemos à loja, para comprar três coisas e nos lembrássemos só de duas.

Se ao menos não subíssemos até o segundo andar, só para esquecer por que fomos lá. Se ao menos pudéssemos ler informações e memorizá-las facilmente, em vez de tudo desaparecer rapidamente de nossas mentes. 
Há muitas técnicas de memória testadas e confiáveis, algumas das quais existem há décadas. Mas o que os cientistas estão investigando agora?  Mais estudos serão necessários antes que possamos ter certeza das melhores formas de colocar as pesquisas mais recentes em prática, mas o que elas podem nos dizer sobre como melhorar nossa memória?


1) Ande de costas
Podemos pensar que tempo e espaço são coisas muito diferentes, mas, mesmo na forma como falamos, há mais pontos de encontro do que poderíamos imaginar.  Nós deixamos acontecimentos "para trás". "Olhamos em frente" ao pensar no futuro. A maneira exata como fazemos isso varia de cultura para cultura, mas, no mundo ocidental, a maioria de nós pensa no futuro como um espaço a nossa frente enquanto o passado se estende para trás.
Pesquisadores da Universidade de Roehampton decidiram explorar a ligação em nossas mentes entre tempo e espaço para encontrar uma maneira de ajudar a nos lembrar melhor dos acontecimentos.  Eles mostraram às pessoas uma lista de palavras, um conjunto de fotos ou um vídeo em que uma mulher tem sua bolsa roubada. As pessoas foram instruídas a andar para frente ou para trás por dez metros em uma sala no tempo, de acordo com um metrônomo, um aparelho usado para marcar um andamento musical.

Quando eles foram testados depois sobre o que lembravam do vídeo, das palavras e das imagens, em cada teste, quem caminhou para trás se lembrou mais.  Funcionou até mesmo quando os participantes imaginaram andar para trás, ao invés de fazê-lo fisicamente. Era como se caminhar para trás no espaço encorajasse suas mentes a voltar no tempo e permitisse que as pessoas acessassem suas memórias mais facilmente.  Esta pesquisa de 2018 se encaixa com alguns estudos feitos com ratos em 2006.

Quando os animais tentam navegar um labirinto, alguns neurônios específicos são ativados quando eles aprendem um ponto do caminho. Os pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, descobriram que, quando os ratos param no labirinto, os neurônios associados a cada local que aprenderam no trajeto disparam em ordem inversa. Então, fazer o caminho inverso em suas mentes os ajuda a se lembrar da rota correta.


E, agora, uma nova pesquisa da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, mostrou que quando nós, seres humanos, lembramos de um evento passado, reconstruímos a experiência em nossa mente em ordem inversa.  Quando vemos pela primeira vez um objeto, notamos primeiro os padrões e as cores e depois descobrimos o que é. Quando tentamos nos lembrar de um objeto, acontece o contrário: nos lembramos do objeto primeiro e, depois, se tivermos sorte, dos detalhes.

2) Faça um desenho
Que tal desenhar sua lista de compras em vez de escrever os itens?  Em uma pesquisa feita na Universidade de Waterloo, na Inglaterra, em 2018, um grupo de jovens e idosos recebeu uma lista de palavras para aprender. Metade foi convidada a fazer um desenho de cada uma das palavras, enquanto a outra metade foi instruída a escrever as palavras enquanto as aprendiam.  Mais tarde, as pessoas foram testadas para ver de quantas palavras conseguiam se lembrar. Apesar de algumas palavras serem muito difíceis de desenhar, como "isótopo", o ato de desenhar fez tanta diferença que os mais velhos se tornaram tão bons quanto os mais jovens em se recordar das palavras.

O desenho ajudou até mesmo pessoas com demência.  Quando desenhamos algo, somos forçados a pensar em mais detalhes, e é esse processo profundo que nos torna mais propensos a nos lembrar de algo. Até mesmo escrever uma lista ajuda, e é por isso que, quando você chega à loja e percebe que deixou sua lista de compras em casa, ainda é possível se lembrar de mais itens do que se você não tivesse escrito a lista.  Fazer um desenho leva isso um passo além. E não há problema se você não tiver um bom traço: a qualidade do desenho não fez diferença. 

3) Exercite-se
Sabe-se há algum tempo que exercícios aeróbicos, como corrida, podem melhorar a memória. O exercício físico regular gera um pequeno benefício geral, mas, se você quiser aprender algo específico, uma sessão intensa parece ser a ideal, porque ajuda a absorver novas informações, ao menos no curto prazo, segundo uma pesquisa de cientistas do Canadá e da Dinamarca.


A pesquisa sugere que, com o timing certo, a melhoria de memória pode ser ainda maior. Pessoas que fizeram um treino de 35 minutos quatro horas depois de aprender uma lista de fotos associadas a locais conseguiu se lembrar melhor dos pares do que aqueles que fizeram o exercício imediatamente após.  No futuro, os pesquisadores investigarão quais exercícios são mais indicados de acordo com o tipo de coisa de que você quer se lembrar. 

4) Não faça nada
Quando as pessoas que tinham amnésia por causa de um derrame receberam uma lista de 15 palavras para memorizar e depois tiveram de fazer outra tarefa, dez minutos depois, elas só conseguiam lembrar de 14% da lista original. Se ficassem em uma sala escura fazendo nada por 15 minutos, sua pontuação subia para 49%, mostrou um estudo da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos. 
A mesma técnica tem sido usada desde então em várias pesquisas por Michaela Dewar, da Universidade Herriot Watt, na Escócia. Ela descobriu que, em pessoas saudáveis, uma pequena pausa logo depois de aprender alguma coisa faz diferença no quanto elas podem se lembrar daquilo uma semana depois.  Agora, você pode estar pensando: como saber se as pessoas não passaram dez minutos na sala escura repetindo as palavras para si mesmas para que não se esquecessem? Para evitar isso, Dewar pediu que as pessoas memorizassem a pronúncia de palavras em uma língua estrangeira que elas não conseguiriam repetir para si mesmas depois.  Se andar para trás, desenhar, fazer exercícios ou até mesmo fazer uma pausa parece difícil, que tal tirar uma soneca?  Esses estudos nos mostram o quão frágeis são as novas memórias, a ponto de até mesmo uma pequena pausa poder fazer diferença se elas ficam na nossa mente ou desaparecem. 

5) Tire uma soneca
Se caminhar para trás, desenhar, fazer exercícios ou até mesmo fazer uma pausa parece ser muito difícil, que tal tirar uma soneca rápida?  O sono ajuda a consolidar nossas memórias ao reproduzir ou reativar informações que acabamos de aprender. Uma pesquisa da Universidade de Oldemburgo, na Alemanha, descobriram que, quando pessoas recebiam pares de palavras para memorizar, elas podiam se lembrar mais depois de um sono de até 90 minutos em comparação com quem assistiu a um filme.
Mas pesquisas recentes sugerem que essa técnica funciona melhor para pessoas que estão acostumadas a tirar um cochilo à tarde. Isso levou Elizabeth McDevitt e sua equipe da Universidade da Califórnia a se perguntarem se era possível treinar pessoas para tirar uma soneca. Então, por quatro semanas, quem não tinha esse hábito foi para a cama para tirar uma soneca diurna quando podiam.  Infelizmente, para essas pessoas, as sonecas não melhoraram suas memórias. Então, talvez seja necessário um período de treinamento mais longo ou haja algumas pessoas para quem é melhor andar para trás, desenhar, correr ou simplesmente não fazer nada.

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